segunda-feira, maio 28

Stop the Clash of Civilizations

acho que é disso que precisamos, bons exemplos de mídia, protesto e reflexão!!! Divulgue essa idéia e vamos nos mobilizar por um mundo melhor!!! Basta agir e não ser mais um acomodado!!!

quarta-feira, maio 9

A idéia de preenchimento do espaço...

Essa imagem foi tirada de um estudo de ciclovias feito pelo GEIPOT (antiga empresa brasileira de planejamento de transportes) para Brasília. Mostra um gráfico comparativo do espaço ocupado, em via pública, por 150 pessoas. Daí segue uma mostra de como se pode distribuir essas 150 pessoas de formas diferentes de locomoção. Na via superior, pedestres ocupando 230 m2, na segunda, ônibus com 100 m2, na terceira, bicicletas com 375 m2 e na última em automóveis com taxa de ocupação de 2 pessoas por veículo que ocupou nada mais nada menos que 2400 m2 de via.
Será que os automóveis "incham" a via???
Estou de luto pela morte dos dois ciclistas no Lago Norte nesta segunda-feira sem prestação de socorro. Mais dois... quantos mais serão necessários morrer para haver respeito no trânsito???
Campanha apenas pelas faixas? O trânsito também é feito de ciclistas, carroças, carros com mulas dirigindo, caminhões, ônibus, vans... Meus pêsames para as famílias.
indignado

terça-feira, abril 24

Mais implosões???

Obra estagnada da sede da Câmara Legislativa do DF. Quanto tempo mais ficará esse esqueleto assim em pleno eixo monumental de frente para o Palácio do Buriti? Ou será melhor implodir para reconstruir um novo?
Curioso, um tempo atrás entrei em contato com a ouvidoria da Câmara para saber o que se passa...
No email, perguntei: "Gostaria de saber porque a obra está parada, porque parou, o que está impossibilitando de terminar a obra desde quando está parada e quando iniciou a obra, se foi por meio de licitação e qual a construtora."

A resposta: "Quanto à questão das obras da nova sede, informamos que o projeto inicial data de 1989. Apenas em 2000, no entanto, foi realizado o processo licitatório para a execução das obras, tendo como vencedora a Via Engenharia. O contrato firmado entre aquela empresa e a Câmara - em meados de 2000 - foi, inicialmente, de um ano, tendo sido renovado mês a mês após o seu vencimento. Ocorre que há algumas pendências contratuais e jurídicas, dentre as quais o índice de reajuste do valor do contrato, o valor do custo administrativo de manutenção da obra, além de auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal para apuração de eventuais ilegalidades ou irregularidades. Diante de tantas incertezas fáticas, contratuais e jurídicas, a Câmara Legislativa optou por suspender os pagamentos à construtora e aguardar o posicionamento dos órgãos competentes quanto à regularidade desses repasses.
Por fim, informamos que atualmente a obra encontra-se paralisada e o Governador do Distrito Federal, o Sr. José Roberto Arruda, na sessão do dia 1º de fevereiro de 2007, no Plenário desta Câmara, comprometeu-se a assumir e terminar a obra até o fim de seu mandato. Portanto, a partir da formalização do mencionado compromisso a obra será administrada pelo Governo do Distrito Federal, não mais respondendo por ela a Câmara Legislativa do Distrito Federal."(Ouvidor: Deputado Reguffe).

Acho que faltou algumas questões, mas vou relevar esse fato.

domingo, abril 8

Pode ser diferente?

Em parceria com a professora da Unb, Maria Rosa, essa montagem ilustra o VLT (veículo leve sobre trilhos) e uma ciclovia na esplanada dos ministérios em Brasília. Uma realidade alternativa para uma das soluções de transportes na cidade.

domingo, março 25

Por que não???


Apenas uma idéia de ciclo-faixa para ser inserida na W5 na Asa Norte. Espaço tem, falta sensibilidade... Poderia pintar a faixa para ter diferenciação entre as faixas de carro e bicicletas, um metro e dez centímetros do meio-fio já é o suficiente para a segurança dos ciclistas, e claro, como na foto-exemplo, apenas nesse sentido a via, como os automóveis... Foto tirada na altura da 714 norte... trabalhada no photoshop.

sexta-feira, março 9

É disso que eu estou falando...




Caros leitores,

Passando pela W3 sul, por volta das 9:00 h, fiz o flagrante de uma "leve" falta de educação do motorista de ônibus. Na primeira imagem, ele está certo, se movimentando pelo lado que o código estabelece. Já na segunda imagem... Infelizmente ainda no Brasil, pior, em Brasília, onde JK sonhou com uma sociedade fora do comum, altamente intelectualizada, temos que conviver com esses gigantes que avançam muitas das vezes sobre os veículos menores. Salvo, é claro, que não são todos. Como contornar isso? Programa de responsabilidade social dentro das empresas de transportes coletivos, educação de trânsito, educação pessoal e social. Promoções, estilmuar o empregado, pensar em capital humano como força geradora de uma empresa. Nesse texto, não vou comentar sobre a visível qualidade do asfalto...

terça-feira, fevereiro 27

Meios de transportes: é possível mudar?

Desde que eu me entendo por gente, ouço falar que o transporte em Brasília não é eficiente, é demorado, temos que ficar horas esperando, os motoristas não são educados (porque se são, não colocam em prática os ensinamentos, salvo poucos), não utilizam sua faixa no trânsito, avançam sobre os veículos menores, correm demais, freiam bruscamente, a parada de ônibus é pequena, a gente se molha "debaixo" dela, as antigas até eram um pouco melhores, as novas, quentes e quase se não tem onde sentar (esperamos em pé e molhados ou suados), servem mais para os anúncios publicitários.
Hoje faço parte do trânsito, tenho meu carro, tenho minha bicicleta e, graças à Deus, minhas pernas, porque se fosse depender de cadeira de rodas pra circular na cidade livremente, poucos seriam os lugares de acesso, sendo eu ou os cadeirantes independentes. Vários são os obstáculos, ou seja, não percebo caminhos contínuos para esses CADEIRANTES, apenas caminhos pontuais: pare o carro próximo, saia, pegue sua cadeira e vá até ali, bem pertinho, porque se quiser circular mais um pouco, com certeza não irá, pegar ônibus então, van, "vixi"!... Logo na cidade que é patrimônio cultural da humanidade, que ironia...
Circulo pelas vias da cidade para automóveis (na hora do rush cada vez pior), para pedestres (às vezes falta pavimentação), já para bicicletas não existem ciclovias, então eu e muitos amigos nos jogamos nas ruas pela mão da via o que não deixa de ser correto, pois segundo o Código de Trânsito, a bicicleta é um veículo de tração humana, porque ciclovia que eu conheça no DF só existe no Parque Sara e mesmo assim disputada por pedestres, patinadores, skatistas. Posso constatar com mais afinco o que acontece no trânsito. Agora a personificação:
VEJO VANS SEM EDUCAÇÃO, ÔNIBUS EXTREMAMENTE POLUENTES, TRANSPORTES PIRATAS, RESPEITO E CIDADANIA NO TRÂNSITO... EXISTEM??? Os primeiros vejo aos montes, já os dois últimos, poucas vezes.
E agora me questiono e te questiono caro leitor: Por que não mudar? Quando falo mudar, quero dizer que será QUEBRAR PARADIGMAS! Mas sinto que para toda essa mudança, que ao meu ver, seria abandonar o carro, muitos dos dias, e usar mais o transporte de massa ou mesmo outros tipos de transporte, como bicicleta, skate, patins, deveria ter uma estrutura de transportes mais eficiente, de maneira integrada e ambientalmente sustentável, de modo a facilitar a vida do usuário com respeito ao já famoso aquecimento global e para dar exemplo de cidade patrimônio cultural da humanidade que melhor possui infra-estrutura de transportes, deixando Curitiba "no chinelo".
E Brasília tem potencial para isso, pois tem vias largas cortando a cidade, é tudo muito bem setorizado, há possibilidade até de contagem do tempo de modo a prever o horário que o ônibus sai e chega e quanto tempo ele pode ficar na parada esperando. Mas para isso, a cidade necessita de um estudo avançado das autoridades em transportes e vontade, é claro, não só das autoridades, mas dos donos das empresas de transportes, frotas antigas, sem ar-condicionado, bancos duros mal-conservados, ônibus sem manutenção. Temos espaço suficiente para construção de ciclovias em todo o DF. Me pergunto: por que quando estão fazendo ou alargando novas vias não há um estudo ou mesmo execução da ciclovia ou até mesmo da via de pedestre???
A cidade só pensa em carro??? Ou os governantes, urbanistas, que tem o poder de mandar executar??? Quem vive na cidade são carros ou seres humanos??? Está certo que carro é muito bom, mas no próprio Código de Trânsito já está explicitado que o nome é carro de passeio, tem como compreender isso??? E não só isso, muito carro na rua atrasa o trânsito, em outras palavras e agora me lembro do arquiteto, urbanista, ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner , que solucionou a capital do estado, como dito no livro dele que as vias seriam como artérias e veias e os carros, ônibus e outros seriam como gorduras circulando, se você tem muita gordura no sangue tende a entupir artérias. Nas vias ocorre o mesmo.
Ano passado na Bienal de Veneza, a Décima Mostra Internacional de Arquitetura versou sobre Cidades, Arquitetura e Sociedade. As cidades participantes foram: São Paulo, México, Caracas, Bogotá, Nova York e Los Angeles, na América; Xangai, Mumbai e Tóquio, na Ásia; Johannesburgo, Cairo e Istambul, na África e Mediterrâneo; Londres, Barcelona, Berlim e a dupla Milão/Turim, na Europa. Na mostra principal Bogotá foi premiada.

"Este ano, a relativamente compacta capital colombiana, Bogotá, venceu como melhor cidade. Com 6,5 milhões de habitantes e densidades habitacionais médias e altas, distribuídas de forma equilibrada pelo território, a cidade foi apontada pelo júri como exemplo de centro urbano 'prazeroso o olhar, economicamente viável e socialmente inclusivo'. Investimentos em massa no sistema coletivo de transporte público ao longo das últimas décadas revelaram-se, segundo os jurados, fator essencial à qualidade urbana conquistada pela cidade. Assim, na mostra principal, Bogotá apresentou, entre outros, o projeto do TransMilenio Bus System.
Em implantação desde 2000, o sistema se baseia em corredores exclusivos para ônibus de elevada capacidade, inicialmente num percurso com 60 quilômetros de extensão, atendendo até regiões periféricas. Ele simplificou e reduziu em ate 25% o tempo de deslocamentos pela cidade, em virtude da substituição das antigas e caóticas conexões em pequenas linhas municipais. De forma análoga, integrou a mostra o Ciclo de Rutas, malha cicloviária com quase 300 quilômetros de vias, que liga áreas densamente habitadas, notadamente do sul ao nordeste, ao centro de Bogotá. A previsão da administração local é que, nos próximos dez anos, as ciclovias sejam duplicadas na cidade." (Revista Projeto Design dezembro 2006, p. 40-41)

Ressaltando o que está no texto da revista, investimentos em massa ao longo das úlimas décadas, se não começarmos agora, levará mais tempo para conseguirmos qualidade nos meio de transportes em Brasília. Como sociedade, vejo a necessidade de exigirmos das autoridades uma solução. Como futuro arquiteto e urbanista, vejo dezenas de possibilidades de modo a melhorar a cidade, dentre elas: a substituição da frota atual de ônibus para ônibus movido a biodiesel (que o Brasil já produz) e energia solar, implantação do VLT - veículo leve sobre trilhos ou "bonde" - muito utilizado em cidades que preservam patrimônio, não interferindo nas vias de automóveis, de fácil instalação e que transporta uma quantidade maior de pessoas, superando o ônibus, criação de ciclovias efetiva de modo que trabalhadores possam utilizar para seu deslocamento ao trabalho, a integração entre esses transportes, melhorar até a forma de se adquirir o passe estudantil, sendo hoje um absurdo o modo como é feito (POR QUE NÃO SUBSTITUIR PELA CARTEIRA DE ESTUDANTE??? SEM BUROCRACIA IGNORANTE).
Para isso prezo pela necessidade de um grupo disposto a trabalhar para a melhoria da locomoção humana dentro da cidade de maneira que otimize o tempo de deslocamento das pessoas de forma a permitir um ócio criativo ou produtivo pessoal e economizar tempo de vida, na maioria gasto dentro do meio de transporte, evitando assim desgastes físicos e mentais que geram improdutividade no ofício. Com isso visualizo um grupo formado por arquitetos, urbanistas, antropólogos, psicólogos, engenheiros, geógrafos, geólogos, jornalistas, ambientalistas, além de ouvir a população a fim de estudar essa cidade que cresceu de forma abrupta e que hoje pede mais por haver dezenas de invasões não regularizadas.
Apenas nesse trabalho já há um desenvolvimento econômico, pois nessa reestruturação de infra-estrutura de transporte criam-se oportunidades para diversas áreas, construção, tecnologia, combustível, humanas. Portanto faço um apelo aqui de que realmente tenhamos vontade de mudar. É possível? A quem cabe a culpa? Sem culpa, e agora o que fazer?

terça-feira, janeiro 30

Remind Me

Interessante como vivemos conectados a um mundo de coisas, gostei desse clip porque exemplifica um pouco de onde estamos e a que patamar de evolução chegamos... E também a exploração do macro e micro ambiente que se inter-relaciona...

segunda-feira, janeiro 29

Rem Koolhas CCTV

Um vídeo do que ainda farei com meus amigos num futuro próximo. Para os que apreciam uma boa arquitetura, bom projeto, divirtam-se com esse pequeno video de apenas 3 minutos.
Novo edifício da Central Chinese Television em Pequim, China. Foi projetado pelo escritório OMA do arquiteto Rem Koolhas.

segunda-feira, janeiro 22

Implosão do "predinho"

A obra iniciada em 1983 foi demolida hoje, dia 22 de janeiro de 2007. Na época, os proprietários obedeceram às regras de edificação da época, porém o plano piloto veio a ser tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU em 1987, alterando assim as normas a fim de preservar o conceito original do traçado do arquiteto Lucio Costa. O edifício ficou num esqueleto estrutural de concreto armado abandonado por mais de 16 anos, pois sua construção foi embargada já que tinha 38 metros a mais do que o permitido.
Parabenizo o governador e sua equipe por tomar essa atitude de preservação da nossa cidade. Para maiores informações sobre a preservação da cidade, sugiro o texto no link ao lado: Anexo 15 da SR/IPHAN.

quarta-feira, janeiro 10

Agora o negócio é sério!!!

Voltei de viagem ontem, desejo a todos um ano novo com muita saúde, paz, harmonia, muita luz, trabalho, sucesso e dindin!!! Esse ano me formo, se Deus quiser e meus esforços contribuirem para tal!!! Mas estou com planos para esse blog que darei continuidade!!! No mais, me despeço afirmando o título: agora o negócio é sério!!!

quarta-feira, dezembro 20

1,200 Square Feet Under the Sea

Que fantástico!!! olha o futuro da construção!!!
Só pra dar continuidade no blog, fazia tempo que não colocava nada, sabem como é final de semestre na faculdade.

quinta-feira, dezembro 7

Resolvi mudar...

Olá caros leitores,

resolvi mudar o título do meu blog por alguns motivos. Dentre eles, partindo de uma reflexão sobre o título anterior, achei que não era apropriado, pois defender Brasília implica numa atitude muito radical e também gera uma série de questionamentos sobre o título anterior (Defenda Brasília). Como não era esse o objetivo tão fortemente desejado, e sim promover um espaço de reflexão e discussão nesse universo virtual sobre a cidade expondo um ponto de vista pessoal, porém que tivesse como base o que venho aprendendo e debatendo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, e claro, nas conversas pelos quatro cantos das cidades.

Agora nesse novo título pretendo ressaltar o fato de estar manifestando essas reflexões do cotidiano de nossa cidade, porém com um olhar mais minuncioso. E esse novo título, creio eu, que retrata mais um pouco a minha idéia para com esse blog e também o fato que criei o mesmo blog com o mesmo nome, porém traduzido para o inglês. De modo que usuários pelo mundo possam ter contato direto com o que vem ocorrendo diariamente na urbis Brasília sob o olhar de um (futuro formado com diploma na mão) arquiteto.

No mais,

por enquanto é só,

OBS: ACRESCENTEM A SUA PASTA DE FAVORITOS DO NAVEGADOR!!!

quarta-feira, novembro 22

Brasília - Brasil (HONRA AOS CANDANGOS)

Caros leitores,

Acabo de chegar do Festival de Cinema de Brasília que estreou hoje com o filme: Romance do Vaqueiro Voador, de Manfredo Caldas. O documentário retrata os candangos que vieram do nordeste em busca de trabalho e que acabaram ficando por aqui.

Relata a triste história de gente, muitas das vezes, iletrados, analfabetos, que com a própria esperança vieram para cá com a intenção por dias melhores, com o trabalho executado e que caíam dos edifícios na obra, pois naquela época não havia direitos humanos nem preocupação com a vida alheia.

O contrário aconteceu, foram praticamente escravizados, tinham que trabalhar mais, viravam noite, a fim de consolidar o sonho da nova capital, para a sua estréia em 21 de Abril de 1960.

Enfim muitos morreram nas construções da nossa cidade e quero deixar claro a todos os que lerem esse texto que: na cidade onde vivemos, vidas de gente humilde e pura e que muito trabalharam para a concretização desse sonho hoje está enterrada debaixo da terra. Acredito eu que por muitas das vezes, não havia assistência à família dos falecidos na época, de repente, nem comunicação.

Agora chegando em casa, busquei no youtube um video que retratasse essa epopéia da construção, porém só encontrei esse belo video de Brasília que mostra muito bem, obras as quais vidas foram sacrificadas...

E aqui fica o meu recado: honrem aqueles que morreram pela construção da nossa bela Brasília. Com isso após essa explicação sumária do filme, contrasto essa realidade existente com o que foi para existí-la.
O filme mostra um outro ponto de vista: o dos que colocaram a mão na massa para construir e que vivenciaram muita coisa. Mortes dos colegas ao lado e a polícia que na época era autoritária e tirana e de um Brasil que não era visto por muitos. Hoje, graças a Deus, a nossa rede de comunicação nos favorece vários pontos de vista.

E explicito minha tristeza: enquanto uns fazem com amor e esperança, outros que passam pelos mesmo lugares, só pensando em como obter mais "ouro" daqui ou de aculá...

quarta-feira, outubro 18

É, eu concordo...


i do agree, originally uploaded by martendashorst.

amigos,

essa internet é incrível, olha a foto que achei, foi tirada por uma pessoa lá em Los Angeles... Esse escrito na parede ( casas não cadeias - traduzido) foi feito no novo quartel general da polícia de Los Angeles. Bom, se é verdade ou não, eu não sei, mas acreditando nessa possibilidade verossímel, vem a reflexão...

Parei pra pensar que não só aqui em Brasília, mas como também em outras capitais e cidades não só do Brasil,mas também do mundo, existem problemas com segurança. E não só esse problema.

A princípio o que lembrei foi da música do Rappa (A minha alma),o trecho: "As grades do condominio são pra trazer proteção
Mas também trazem a dúvida se não é você que ta nessa prisão."
O que hoje as arquiteturas prediais, habitacionais, estão voltadas para um dos quesitos que não podem faltar: a segurança. E com isso, cercas elétricas, câmeras de vídeo, vigilantes, alarmes são fabricados e instalados, pode-se até vigiar seus filhos pela internet.

Mas o contrário se aplica, se você colocar o pé na rua: Perigo!!! Perigo!!! Réfem das ruas, paranóia delirante, vidros fechados, filme nos vidros, celular engatilhado 190, olhar atento, desconfiado da sombra, polícia, polícia, cadê??? ufa, tem um ali... mas se não tivesse... e se for bandido??? ai meu Deus... espero chegar logo em casa, Deus me proteja, ou melhor, Deus nos proteja, a todos nós e nos abençoe, amém... cheguei... obrigado, Pai.

Depois desse retrospecto introspecto, algumas vezes vividos por alguns momentos por alguns e nenhuns, volto a lembrar, quantas casas e casas, condomínios e edifícios edificados aqui não tem essa arquitetura... Não repreendo, é uma necessidade evidente.

Proteção da família em primeiro lugar.

Mas depois de ler e reler e analisar o que essa pessoa escreveu no comentário dessa foto, me vem uma outra reflexão.

O que estava escrito no comentário é, já traduzido, "veja na parede do poço do novo edifício do quartel general da polícia de LA localizado na Los Angeles central."

Daí me surgiu uma outra reflexão, que na verdade o escrito nessa parede ecoa como um pedido que eu interpreto da seguinte forma: NÃO PRECISAMOS DE CADEIAS, MAS SIM DE CASAS!!!

Agora não analiso a necessidade desse específico edifício naquela cidade norte-americana, mas o que muitas vezes os construtores das cidades, governantes e afins, não vão ao ponto inicial do problema.

Aqui no Brasil, gasta-se muito mais com um presidiário do que com uma criança na escola. Se duvidar, mais do que até um jovem em uma universidade pública.

E questiono: onde devemos começar a trabalhar? Tirando a água do barco ou tapando o buraco que permite a água entrar? ou ambas as ações? Creio eu que nas duas...

Mas concordo com a frase, simples e singela.

domingo, outubro 15

Interactive Architecture

Mais uma intervenção!!! Os nosso japoneses são melhores que os outros!!!
Apenas uma brincadeira relembrando a antiga propaganda da Semp Toshiba, mas que podemos comparar as duas intervenções, ambas com tecnologias diferentes, porém com o mesmo propósito: mostrar a arquitetura de um modo interativo.

Axé. E viva Brasília.

sexta-feira, outubro 13

Catedral Rosa

Pessoal, vejam essa intervenção na catedral!!!

Sem danificar nada, esse é o espírito!!!

Até mais

quinta-feira, outubro 5

Para refletir sobre Brasília...

Na palestra que fui hoje, 04 de outubro, sobre restauração de obras modernas, a ilustre professora da Faculdade, Ana Elisabete, proferiu um pensamento que chamo atenção a seguir e que remete ao título da postagem de hoje:

"Brasília:

Sonhada/Imaginada X Projetada X Construída X Tombada X Vivida cotidianamente"

Ainda nas suas próprias palavras, "Brasília é peculiar, é preciso estar atento as obras".

Sem mais... e precisa??? Agora é debater com os amigos...

terça-feira, setembro 26

A emoção de ser pioneiro...

Muito emocionado e honrado de voltar a UnB, aos 92 anos esbanjando muita lucidez e com olhar de quem muito já se estristeceu por causa de certas deturpações urbanas que a cidade sofrera, Ernesto Silva começou a falar com aquela voz de quem muito já lutou para ter as coisas concretizadas e que vivenciou para contar histórias.

Assim começava naquela tarde de quarta passada a Conferência 50 anos de Brasília... Ele iniciou com uma breve história de como Brasilia foi surgindo, desde José Bonifácio, missão Cruls, suicídio de Getúlio, Café Filho, Marechal Peixoto até a primeira carta que Juscelino manda pra ele a respeito da construção da nova capital.

Discorre sobre os conceitos da construção da capital, como a idéia de que aqui não fosse uma cidade grande, mas sim um pólo gerador de desenvolvimento da região. Reclama do direito de ir e vir, ironizando que aqui apenas existiu o direito de vir. Fala com primazia sobre outras cidades planejadas que mantiveram suas características originais como Washington e Camberra.

E a partir daí, a platéia atenta, observa um profundo respiro e uma pausa de quem pára, pensa e visualiza na sua mente toda uma trajetória vivida onde grande parte de uma vitória estava sendo sutilmente desconfigurada. Isso mesmo ele diz logo em seguida, reclamando da desconfiguração do plano diretor que estava ocasionando a deterioração da cidade, as escalas de Brasília estavam se descaracterizando... Fala sobre a deturpação dos comércios locais, da Ilhas do Lago, um residencial a beira do lago que infringe a escala bucólica prevista por Lucio Costa, as igrejas que se construiram por todos os lugares onde não havia previsão urbana, o grande caminhamento entorno do lago também previsto por Lucio, mas que agora as áreas públicas eram ocupadas por residências à beira do lago...

Diz que não sente desânimo, mas desespero, tristeza e fala da enorme dificuldade que foi contruir onde todos lutaram, não havia diferença, existia muita SOLIDARIEDADE!!! Todos centrados na construção, SEM INTERFERÊNCIA POLÍTICA!!! ERA A FORÇA DE CADA UM COM O SONHO PARA DESENVOLVER O PAÍS!!!

E daí ele fala e repete uma frase: "Se construímos Brasília com as mãos, estamos destruindo com os pés!"

E pra refletir mais um pouquinho, escrevo frases que ele mesmo citou de outros mestres da construção da nossa capital...

"A única defesa para Brasília está na preservação do Plano Piloto." J.K.
"Salvem Brasília" e "Deixemos ao esquecimento aqueles que não compreenderam Brasilia" Lucio Costa.

E por último, o carismático Ernesto disse:
"Não só ler, mas compreender o relatório do Plano Piloto!"

e eu dou a dica quem quiser ler o relatório, clique aí na linkoteca: Anexo Brasilia - 15 SR IPHAN.

Até mais.

terça-feira, setembro 19

Conferência: 50 anos de Brasília

19/09/1956 - Em memória dessa data, a Universidade de Brasília (UnB) preparou uma comemoração especial. O pioneiro Ernesto Silva fará uma conferência sobre os acontecimentos anteriores à edificação da capital nesta quarta-feira, dia 20, a convite do professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) Antônio Carpintero. Ernesto Silva foi presidente da Comissão de Mudança do governo de Juscelino Kubitschek, responsável por planejar a construção de uma nova capital federal. Ele preparou e autorizou a publicação do edital do concurso vencido por Lúcio Costa, e desempenhou várias funções importantes no processo de consolidação de Brasília. A palestra será às 16h, no Auditório Dois Candangos da universidade. A entrada é gratuita. Informações pelo telefone 3307- 2455.